'ORESTEIA' - 20|ABRIL

SÁBADO 20 | ABRIL

21h30 | GR. AUDITÓRIO

M12 | 150 MIN | 5€/3,5€/2,5€

 

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'ORESTEIA'

DE ÉSQUILO

 

Oresteia é a única trilogia trágica a chegar até nós completa, composta pelas peças Agamémnon, Coéforas e Euménides. É por muitos considerada a grande obra-prima de Ésquilo e da literatura ocidental, tendo sido representada pela primeira vez no festival das Dionísias Urbanas em 458 a.C. A obra aborda temas como culpa e expiação, o sentido do sofrimento humano, a responsabilidade do homem em relação aos outros homens e a consciência frente ao destino.

Clitemnestra matou o seu marido Agamémnon porque este sacrificou a filha para obter ventos favoráveis na expedição militar contra Tróia. Orestes, filho dos dois, mata a mãe para vingar o pai. Então, no plano dos deuses, as Irínias vingadoras exigem que se castigue Orestes pelo Matricídio. Mas Orestes considera-se inocente, porque matou a mãe com o patrocínio de Apolo. Era legítimo vingar o pai. Isto seria uma história de violência e de vinganças sangrentas que nunca mais acaba se não viesse a deusa Atena instituir um tribunal, no qual participam deuses e os humanos são os jurados.

As Irínias contra Orestes. O tribunal dá Orestes por inocente porque afinal é preciso pôr um fim nesta bola de neve. E pela persuasão, as Irínias são acolhidas na cidade, transformadas em Euménides. Trata-se aqui do triunfo do direito da polis sobre o direito familiar. Trata-se, portanto, literalmente, da politização do direito. A afirmação de que o interesse da cidade prevalece sobre o interesse do clã. Trata-se do início da ideia de haver uma mesma lei para todos e de haver na cidade uma assembleia popular que delibera sobre a lei. Trata-se, no plano religioso, do lento processo civilizacional que vai da supremacia dos deuses telúricos e terríficos, que exigiam vinganças sangrentas aos erros de cálculo dos homens, ao triunfo das divindades mais solares e mais racionais, que convocam tribunais nos quais os jurados são mortais.

 

Autor: Ésquilo

Direcção: Tónan Quito

Criação e gestão de projecto: Patrícia Costa

Versão e dramaturgia: Miguel Castro Caldas

Interpretação: Carla Maciel, Cláudia Gaiolas, Francisco Camacho, Efthimios Angelakis, Paulo Pinto, Tónan Quito e Vera Mantero.

Cenografia: F. Ribeiro

Desenho de luz: Daniel Worm

Figurinos: José António Tenente

Música e interpretação ao vivo: Dead Combo

Desenho de som: Pedro Costa

Assistência de encenação: Otelo Lapa

Produção: HomemBala

Co-produção: CCB

Apoio: O Espaço do Tempo

Projecto financiado pela República Portuguesa/Dgartes

 

Reportagem da SIC sobre a estreia da peçahttps://sicnoticias.pt/cultura/2018-02-20-Oresteia-de-Esquilo-no-CCB  

 

Classificação: M/12 anos
Duração: 150 min.
Bilhetes: 5€ / 3,5 € / 2,5€